A grande comissão e a obediência de William Carey

Chun Chung
série Meditações missionárias

DIA 1 – Leia: Mateus 28

1. Como foi a reação das pessoas que testemunharam a ressurreição de Jesus? Como seria a sua se você estivesse presente ali?
2. Como a reação dos discípulos é contrastada com dos lideres diante deste fato glorioso? Como este fato reflete o que podemos esperar quando evangelizamos?
3. No v. 17 “Alguns (dos discípulos) duvidaram”. Como você luta contra suas dúvidas?
4. Quais as implicações da frase: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”?
5. Você tem feito discípulos?
6. Que área de sua vida precisa ser trabalhada para que você possa ensinar os outros a “guardar todas as cousas que vos tenho ordenado”?
7. O que você tem feita por “todas as nações”?
8. O que representa para você a promessa de que Jesus estaria conosco “todos os dias até a consumação dos séculos”?
9. Qual outra lição no texto você tira para sua vida?


Carey_iconQuando Jesus ressuscitou naquele domingo de Páscoa, os seu discípulos deveriam estar esperando por ele diante do túmulo porque ele havia falado inúmeras vezes da sua ressurreição depois de três dias. Não deveria ter sido uma surpresa. Foi assim que os líderes eclesiásticos da Inglaterra do séc. XVIII se sentiram quando um jovem batista de nome William Carey começou a espalhar suas idéias sobre a obrigação de se pregar as boas novas aos pagãos. Na época simplesmente não existia um mínimo de preocupação com missões para outros povos. Um líder da época disse a Carey: “Sente-se jovem! Quando Deus escolher converter os pagãos ele o fará sem o seu ou o meu consentimento”.
Ainda hoje muitos são “pegos de surpresa” quando se fala em missões em locais distantes. Numa pesquisa feita pelo missiólogo Robert Priest, cerca de 50% das pessoas que participaram de algum tipo de viagem missionária de curto período nos EUA responderam que nunca mais gostariam de participar de outra experiência do tipo e que não mais contribuiriam com ofertas para missões. Não sabemos exatamente porque as pessoas reagem assim negativamente, mas o que podemos deduzir é que elas não entenderam a importância e a urgência da última grande comissão de Jesus para os seus discípulos.
A ordem de fazer discípulos em todas as nações foi obedecida por Carey e ele foi responsável por iniciar o grande movimento missionário da era moderna. Sem apoio, ele consertava sapatos para sustentar sua família e nas horas vagas estudava Grego, Hebraico e Latim. Era um autodidata e um dos mais brilhantes linguistas de que mundo já conheceu. Ele e seus colegas traduziram a Bíblia completa em 6 línguas e 24 Novos Testamentos. Foi Carey quem criou o modelo de sociedades missionárias onde todos, tanto os enviados quanto os que enviavam, participavam da proclamação do Evangelho.
Jesus nunca prometeu que seria fácil, mas que estaria conosco até a consumação do século. Carey e seus companheiros foram chamados de “apostatas renegados” e sofreram grande oposição dos colonos que estavam preocupados com seus negócios e lucros. Sua esposa foi contra a viagem e viveu amargurada. Após a morte de um dos seus filhos foi acometida de distúrbios mentais e veio falecer. Teve seu primeiro convertido depois de 7 anos de trabalho.
Antes de partir para a Índia, Carey pregou um sermão em Is. 54.2-3 onde disse a famosa frase: “Espere grande coisas de Deus, tente grande coisas para Deus”. O ministério de Carey não se resumiu apenas à pregação do evangelho sem a preocupação com a cultura. Ele foi um dos responsáveis por acabar com a prática do “suttee” onde jovens viúvas eram queimadas vivas junto aos corpos de seus falecidos maridos.

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