Servindo a Deus na juventude na vida de Ashbel Green Simonton

Chun Chung
série Meditações missionárias

DIA 11 – Leia: Eclesiastes 11.9-12.8

1. A alegria e a felicidade são as coisas mais importantes para os jovens?
2. Deus é o estraga prazer da juventude?
3. Devemos evitar o sofrimento e a dor a todo custo? Como lidar com isso?
4. Por que na juventude é a melhor época para servir a Deus?
5. Como a velhice é retratada no texto?
6. Como o tempo de vida de um pessoa é vista neste texto?
7. Qual outra lição no texto você tira para sua vida?

Juventude e igreja não combinam muito na concepção de muitas pessoas. Com certeza já ouvimos a frase: “Têm tantos jovens nessa igreja.” As tentações e delícias do mundo são muito mais atraentes aos jovens. O que fazer com a vida quando se tem todo um futuro adiante? O jovem Ashbel G. Simonton escreveu no seu diário: “Hoje é meu aniversario. Faço 22 anos […] É hora de fazer reflexões morais sobre o meu aniversário. Bem, para ser honesto, devo preocupar-me em chegar aos 22 anos e estar vivendo com tão poucos propósitos” (20 de janeiro de 1855). Essa inquietação em Simonton era de origem espiritual. O mais novo de uma família abastada, seu  pai era médico e chegou a ser parlamentar, e Simonton, após cursar direito, foi ser professor, mas nada parecia preencher seu coração.
Nesta época os EUA passava por um avivamento. “Nesses últimos dois meses tem-se manifestado intenso interesse religioso em várias igrejas da cidade. Isso está ocorrendo especialmente nas igrejas metodistas e luteranas, nas quais têm havido constantes reuniões nas últimas duas ou três semanas e grande número de pessoas tem-se confessado pecadoras diante de Deus. Em nossa igreja [presbiteriana] vários se uniram à comunhão nas duas últimas reuniões e nesta semana há reuniões todas as noites… Religião é um assunto importante, infinitamente mais importante que qualquer outro que atraia a nossa atenção” (10 de março de 1855). Após este evento, Simonton entrega sua vida para Cristo e resolve ingressar ao seminário de Princeton.
No seminário ouviu falar em missões e nos muitos povos sem o evangelho. Na capela, ao ouvir o sermão de Charles Hodge recebe a convicção de ir ao Brasil pregar o evangelho. Em 1859 chega ao Brasil e começa o seu trabalho missionário. Esse jovem cheio de energia e paixão queria servir. “O que mais me interessa agora é aprender a língua. Começo a reprovar-me por perder tempo, pois este é meu primeiro dever, e enquanto não o completar, não tenho condições de ser útil aqui” (18 de novembro de 1859). Em poucos anos fundou uma imprensa, o primeiro seminário e o foi instrumental na implantação do protestantismo no Brasil.
O sofrimento e a dor fazem parte da vida. Logo no primeiro ano de casado sua esposa Helen veio a falecer por complicações no parto.  “Deus tenha piedade de mim agora, pois águas profundas rolaram sobre mim. Helen está estendida em seu caixão na salinha de entrada. Deus a levou tão de repente que ando como quem sonha” (28 de junho de 1864). Mesmo em meio a tudo isso ele não permaneceu em sua dor, mas logo levantou-se e foi trabalhar. O melhor remédio era continuar servindo a Deus e ele conseguiu um importante aliado. Simonton e seu companheiro, o Rev. Blackford evangelizaram o padre José Manoel da Conceição (JMC) que era conhecido como padre protestante por pregar idéias bíblicas em paróquias por onde passou.  “O Santa Maria está ancorado e esperamos a chegada do Sr. Blackford e do Padre que tem estado tanto em nossos pensamentos e conversas nestes últimos meses. Ele decidiu deixar Roma e obedecer ao Evangelho. Temos grandes esperanças de que Deus o tenha escolhido para um importante trabalho no Brasil” (6 de outubro de 1864).
O termo vaidade significa literalmente “vapor” ou “mero suspiro”. Quando o autor bíblico usa a expressão “Vaidade de Vaidades, tudo é vaidade” ele está apontando para a brevidade desta vida. Aos 34 anos no dia 9 de dezembro de 1867 Simonton veio a falecer acometido de febre amarela. A sua condição havia piorado por se gastar demasiadamente no trabalho. Em apenas 9 anos de trabalho no Brasil realizou muitas coisas e seus dias aqui foram mais intensos e mais preciosos do que 100 anos.

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