A direção de Deus na vida David Livingstone

Chun Chung
série Meditações missionárias

DIA 17 – Leia: Atos 8.26-40

1. O apóstolo Filipe planejou o encontro com o Eunuco?
2. Como este Eunuco teria se tornado crente no Antigo Testamento? Isso era suficiente para sua salvação?
3. Como era o relacionamento de Filipe com Deus?
4. Qual foi o método de evangelização usada por Filipe? Isso se aplicaria em todos os casos de evangelização?
5. Que passagem do Antigo Testamento eles estavam discutindo?
6. Havia algum elemento transcultural nesta interação?
7. Como Filipe continuou sua jornada?
8. Qual outra lição no texto você tira para sua vida?

livingstoneNem sempre nossas vidas seguem de acordo com o que planejamos, mas isso não é algo alarmante. É até muito comum. O trágico é que muitos não se submetem à vontade e direção de Deus no rumo que tomam em suas vidas. Com dez anos de idade, David Livingstone já trabalhava das seis da manhã às oito da noite na tecelagem da cidade. Nos intervalos, sempre tinha um livro ao seu lado e fazia as lições de casa pois estudava das 20h00 às 22h00 na escola que esta boa fábrica oferecia. Seu sonho de se tornar um grande desbravador viajante manteve-o sempre motivado a estudar e dar o seu melhor. Com 16 já conhecia todos os clássicos e os livros de ciência e viagens. Aos vinte anos sua vida iria mudar de forma radical, quando entregou sua vida para Cristo. À partir dali, a direção de Deus iria guiar todos os seus passos na direção de missões. Preparou-se muito bem concluindo o curso de medicina e teologia antes de partir para a África do Sul, direcionado por uma pessoa que Deus colocara no seu caminho. Mais tarde ele escreveu: “Sou um missionário de coração e alma. Deus tinha um filho e ele também foi missionário e médico. Uma pobre, pobre imitação dele sou eu ou desejo ser. Neste serviço espero viver, nele desejo morrer.”
Logo na sua chegada quebrou a praxe comum afastando-se dos demais missionários para se imergir na cultura local da tribo dos Bakwains. Após estabelecer uma base entre eles obtendo certo sucesso no evangelismo, Livingstone foi direcionado a partir e alcançar outros povos e tribos. Seguir o caminho de Deus nem sempre é o mais suave. Teve que enfrentar malária, falta de água e a perseguição dos colonos holandeses. Estes haviam invadido o território estabelecendo grandes fazendas visando lucro e tornando miserável a vida de qualquer um que tentasse ajudar os africanos. Denunciando os horrores da escravidão, seus escritos foram fundamentais para a derrocada do tráfico  de escravos.
Sendo guiado por Deus, Livingstone foi o primeiro europeu a cruzar o continente africano de uma costa à outra, e também o primeiro homem branco a contemplar o que os africanos chamavam de “fumaça que troveja” o qual ele chamou de Cataratas do Victoria. Em 4 anos, viajou cerca de 8000 km. Foi condecorado recebendo diversos prêmios como explorador, geógrafo, zoólogo, astrônomo, médico, diretor mercantil e missionário. Num discurso na universidade de Cambridge disse: “Se você soubesse a satisfação de realizar uma tarefa assim como a gratidão a Deus que o missionário deve sempre sentir em ser escolhido para tão nobre e sagrado chamado, você não hesitaria em abraçá-lo… As pessoas falam do meu sacrifício por gastar tanto da minha vida na África. Pode ser chamado de sacrifício aquilo que é simplesmente devolver uma pequena parte de uma grande dívida devida a Deus o qual nunca poderemos repagar?” Ele foi atacado por um leão que deixou seu braço paralisado pelo resto da vida, por tribos guerreiras e teve seus pertences roubados pelos carregadores. Mas o pior foi enfrentar a solidão por todo este tempo pois esteve longe da sua família. Sua esposa era fisicamente fraca e seus filhos pequenos. “Tudo isso não é nada quando comparado com a glória que será revelada em e para nós. Eu nunca fiz um sacrifício”, completou em seu discurso.
Em uma de suas viagens ele estava exausto e doente quando foi providencialmente encontrado pelo jornalista inglês Henry Stanley que tratou dele e o acompanhou por 4 meses. Ele escreveu a seu respeito: “Eu os asseguro que ele não é um anjo, mas aproxima-se daquele ser tão quanto a natureza humana o permitir… Sua religião não é do tipo teórico, mas é constante, intenso e sincero governando sua conduta com os seus empregados, com os nativos e todos que venham a ter contato com ele.” Mais tarde confessou que antes de partir para África era “o maior ateísta em Londres”, mas depois desta experiência veio a confessar Cristo como seu salvador.
Enquanto procurava a fonte do rio Nilo, o Senhor o chamou. Seus amigos o encontraram na sua tenda ajoelhado perto da cama sem vida. O seu coração foi enterrado aos pés de uma árvore na selva e seu corpo levado à abadia de Westminster.

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