David Livingstone [1813–1873]

Marcone Bezerra Carvalho
série O mundo não era digno deles





Missionário escocês. De família pobre, começou a trabalhar bem cedo. Aos 10 anos já trabalhava na fábrica de algodão e estudava à noite.
Em 1834, ouvindo os apelos da Igreja Presbiteriana, que queria mandar missionários para a China, decide preparar-se para assumir a função.
Dois anos depois, começa a estudar grego, teologia e medicina em Glasgow. É aceito na Sociedade Missionária de Londres em 1838, mas a China está sacudida pela Guerra do Ópio, o que o impede de viajar. Em vez disso, é convencido a trabalhar na África. Casa-se com Mary Moffat (1820-1862).
Em 1841 desembarca na África do Sul. Livingstone não foi o primeiro, mas com certeza foi o maior explorador da África. Quando embarcou pela 1ª vez para o continente negro pretendia atuar principalmente como missionário. Logo constatou que as missões em território pouco povoado não seriam promissoras, se não viajasse muito e visitasse os nativos.
Ao todo, percorreu 48 mil quilômetros em terras africanas. Numa aventura de mais de 15 anos, atravessou duas vezes o deserto de Kalahari (localizado entre Botswana, Namíbia e África do Sul), navegou o rio Zambeze de Angola até Moçambique, procurou as fontes do Nilo a serviço da Sociedade Geográfica Royal, descobriu as Cataratas Vitória e foi o primeiro europeu a atravessar o lago Tanganica (que corta 4 países). Cruzou Uganda, Tanzânia e Quênia. Andava a pé, em carros de boi e em canoas. Nas aldeias, tratava dos doentes, conquistando assim a amizade dos nativos. Suas descobertas foram sendo incorporadas ao domínio inglês.
Quando voltou à Inglaterra em 1856, foi recebido como herói nacional; publicou “Viagens missionárias e pesquisas na África do Sul”.
Retorna à África dois anos depois. O objetivo dele era levar o livre comércio, o cristianismo e a civilização para o interior da África. Com a saúde debilitada por doenças tropicais, morreu, durante suas orações, na Zâmbia. Mas, antes do corpo ser embalsamado e enviado para Abadia de Westminster (Londres), os africanos tiraram seu coração e o enterraram debaixo de uma árvore.

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