O resplandecer da luz de Deus na vida de Hudson Taylor

Chun Chung
série Meditações missionárias

DIA 4 – Leia: Nm. 6.22-27 e Sl 67

1. Como Deus usa Arão para abençoar o povo?
2. Em que outro momento histórico vemos o “resplandecer do rosto”? Qual o significado disso para os israelitas?
3. Quais as consequências do povo ser abençoado de acordo com Num. 6.25-26?
4. O Salmo 67 usa a bênção no plural enquanto a bênção Araônica está no singular. Qual o significado disso?
5.O nome de Deus em Num. 6 é SENHOR (YAHWEH) o nome pessoal de Deus e em Salmo 67 o nome é simplesmente Deus (Elohim) o nome mais genérico. Qual o significado disso?
6. Quem são abençoados em Num. 6? E no Salmo 67?
7. Por que você que ser abençoado? Quando o povo seria abençoado de acordo com o Salmo 67?
8. O que acontecerá com as nações quando eles conhecerem os caminhos de Deus de acordo com o Salmo 67? Como você pode ser usado para isso?
9. Qual outra lição no texto você tira para sua vida?


A bênção na vida de Hudson Taylor começa com sua família. Seu pai era químico e pregador metodista e sempre foi educado nos caminhos do Senhor. Ele veio a se afastar e viver no mundo até sua conversão aos 17 anos de idade que se deu de maneira incrível. Um dia de tarde foi buscar na biblioteca de seu pai algo para ler e se deparou com um livro chamado “Está acabado” que falava da obra de Cristo. Com a leitura entregou sua vida para Cristo. Ao mesmo tempo, a 120 km dali, sua mãe sentiu naquele dia um peso imenso e o desejo se orar pela conversão do seu filho e trancou-se no local onde estava até que suas orações fossem atendidas.
Quando Moisés subiu ao monte e ficou 40 dias na presença do Senhor sua face brilhava refletindo a glória de Deus. Hudson também passou por um período de consagração logo após sua conversão. Ele se mudou para a periferia da cidade, auto declarou-se missionário médico e passou a ministrar àquelas pessoas carentes. Numa visita a uma família pobre percebeu que as crianças não haviam se alimentado e resolveu dar-lhes até o seu último centavo. No dia seguinte recebeu um cheque pelo correio com 4 vezes do que aquele valor. Após este período ele foi estudar medicina e com 21 anos já estava na China.
A bênção da salvação de Deus era grande demais para um só povo e Israel deveria resplandecer a luz de Deus para as demais nações. Tal era o sentimento de Hudson quando chegou na China e viu todos aqueles povos sem o evangelho. Os missionários de sua época instalavam-se nos grandes centros onde havia a presença comercial e militar inglesa e não arriscavam aventurar-se pelos lugares mais remotos no interior do continente. Quando Hudson e seu companheiro, o evangelista Escocês William Burns, viajaram 1600km ao sul foram recebidos com hostilidade por um povo amargurado com as invasões estrangeiras, passaram calor ao ponto de exaustão e fome comendo apenas arroz, ovos e rãs. Apesar disso tudo, sua convicção quanto à importância da evangelização nos lugares mais remotos era cada dia fortalecida. Ele queria ver a glória de Deus especialmente nos lugares mais hostis e difíceis.
Um aspecto que ofuscava a glória de Deus brilhar entre os chineses era o fato dos missionários serem ocidentais. Além da amargura com a ocupação militar os brancos eram tidos como demônios no imaginário chinês pelo nariz pontiagudo e olhos e cabelos claros. Para diminuir esta barreira desnecessária Hudson e seus companheiros fizeram questão de usar roupas chinesas e tingir o cabelo a duras custas pois não haviam produtos adequados na época. A paixão e convicção de Hudson Taylor, no entanto não era compartilhada por outros missionários nem pela sua agência o que o levou a se desligar dela e ele fundou sua própria missão chamada Missões ao Interior da China, hoje a OMF é uma das maiores agências do mundo e a mais expressiva na Ásia.
Hudson Taylor sempre entendeu que o trabalho de se levar a glória de Deus aos chineses era grande demais para se fazer sozinho. Este deveria ser um trabalho coletivo assim como o era com a nação inteira de Israel. Então ele viajava com frequência para a Inglaterra para mobilizar outros jovens e despertá-los para uma obediência muito mais grandiosa que eles jamais sonharam. A missão fundada por Hudson Taylor revolucionou muitas práticas da época. O aprendizado da língua local passa a ser fundamental, solteiros e mulheres são admitidos na missão e a tomada de decisões é feita no campo por líderes de área mais experientes ao invés de se levar qualquer questão à base na Inglaterra ou América. Tudo isso unido à “missão pela fé”, onde o indivíduo não pede ajuda de recursos financeiros, mas depende unicamente de Deus para sobreviver fez com que um grande número de jovens compromissados se dedicassem à obra. No auge da missão, enquanto Hudson estava vivo, o número era de mais de 600 missionários trabalhando no interior da China.

Deixe uma resposta