Alcançando as terras do mar na vida de James Chalmers

Chun K. Chung
série Meditações missionárias

DIA 21 – Leia: Isaías 42.1-12

1. Quem é o servo escolhido? O que ele fará?
2. O que representa as imagens do grito, da cana quebrada e torcida que fumega?
3. O que seria “o direito” nesta passagem?
4. Qual a implicação da aliança do SENHOR com seu servo?
5. Até onde chegará o novo cântico e o louvor ao SENHOR?
6. Qual outra lição no texto você tira para sua vida?


James Chalmers passou 25 anos entre tribos da Nova Guiné nas terras do mar (ilhas) no Pacífico. Nascido e criado na Escócia, sempre viveu perto do mar, onde passou tempo com pescadores e pessoas que conheciam bem o oceano. Tudo pela providência de Deus, pois isso o ajudaria futuramente. Aos dezoito anos era líder de uma gangue que vivia cometendo pequenos crimes e atrapalhando cultos de igrejas. Quando dois pregadores da Irlanda do Norte chegaram à sua cidade para encontros evangelísticos, James foi até esta reunião para tentar impedir que ocorresse. Mas aquela reunião e aqueles pregadores eram diferentes. Tinham entusiasmo, vida, alegria o que fez ele sentar e prestar atenção. Naquela noite, em novembro de 1859, James entregou sua vida a Cristo. Depois disso, começou sua rápida escalada na vida cristã. Lecionava na escola dominical de sua igreja e pregava em locais públicos na cidade e campo. Certo dia, foi incumbido de ler uma carta de um missionário das ilhas Fiji na igreja que descrevia as horríveis práticas selvagens dos aborígenes e no final fazia o apelo: “Há algum jovem que quer se tornar um missionário e pregar o evangelho aqui?” Seu coração ardeu naquele instante e disse consigo mesmo: “Com a ajuda de Deus eu irei”. Depois de passar 8 meses na pior favela de Glasgow, ele foi estudar medicina e partiu para o campo.
As ilhas do pacífico são geograficamente os locais mais distantes da Europa no mapa mundi. Eram terras habitadas por canibais com muita licenciosidade, infanticídio e guerras tribais. As casas eram construídas em pântanos, em cima de árvores e outros locais remotos para dificultar o acesso por causa da constante guerra. Cada vilarejo possuía um templo que continha centenas de caveiras de homens, crianças, crocodilos e javalis onde os guerreiros tratavam de assuntos considerados abomináveis e vergonhosos. As mortes que na verdade eram causadas por malária e condições higiênicas precárias eram atribuídas à magia e bruxaria. Quando o fogo de uma fogueira apontava para a direção de uma tribo inimiga, eles tomavam suas armas e iam naquela direção em busca de seus troféus: cabeças humanas. As únicas habilidades dos nativos eram para fabricar armas e matar. Eram locais sem o direito e a justiça. Desordem e caos são frutos do afastamento de Deus. Estes não eram “bons selvagens”, mas pessoas que precisavam urgentemente da luz de Deus. Deus promete na profecia de Isaías que não esmagará a cana quebrada, ou seja, não iria trazer o juízo final até que a doutrina e o direito fossem trazidas até as ilhas mais distantes.
A vida dele corria constantes riscos no campo missionário, pois eles não tinham exércitos e armas à sua disposição para se defenderem. Certa vez, Chalmers foi cercado por uma multidão com pinturas de guerra no corpo que empunhavam lanças e flechas. O líder que tinha uma pulseira feita de mandíbula humana foi de encontro a Chalmers que disse: “o que você quer?” “Queremos facas, machados de ferro e espelhos, senão mataremos todos vocês”, respondeu o chefe. “Nós não damos presentes a ninguém que nos ameace, nós somos amigos e viemos fazer o bem aqui.” Com isso, os aborígenes se retiram. Mais tarde, um deles voltou ao entardecer para avisá-los que eles deveriam fugir, pois na manhã seguinte, eles seriam mortos. O barco que possuíam não era suficiente para todos e apenas as mulheres poderiam fugir. A esposa de Chalmers recusou e preferia morrer junto se fosse o caso, assim sua equipe toda resolveu permanecer. Nada aconteceu a eles na manha seguinte.
A conversão do “fazedor de chuva” chamado Kone foi um dos marcos em seu ministério que aconteceu após ouvir a pregação de Chalmers. Na ocasião, orou: “Grande Espírito de amor, dê-me a luz e salve-me por causa de Jesus.” Meses depois Kone foi morto quando um grupo da tribo Lolo atacou sua tribo. Kone se colocou na frente de outro homem para salvá-lo. Ele orou antes de morrer: “Grande Espírito de amor eu venho a ti; salva-me por causa de Jesus”. Chalmers viajou visitando e pregando para mais de 100 vilarejos e tribos no arquipélago de Papua Nova Guiné onde passou por muitos apuros, mas pode ver o nascimento de diversas igrejas e centenas de novos batizados. Em 1901, numa visita à ilha de Goaribari considerada a mais perigosa, Chalmers e seu companheiros Oliver Tomkins foram mortos pelos canibais.

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