Da tragédia para a glória na vida de Jim Elliot e seus amigos

Chun Chung
série Meditações missionárias

DIA 14 – Leia: Ageu 2.1-9

1. Qual o período histórico desta passagem?
2. Onde estavam Zorobabel e Jozadaque quando receberam esta profecia?
3. O que havia de errado com o segundo templo?
4. Por que os líderes de Israel precisavam de ânimo dobrado?
5. Baseado em que o SENHOR diz que irá cumprir suas promessas?
6. De que evento o texto bíblico faz a descrição no verso 6?
7. O que as nações e os povos tem a ver com este período?
8. Como a segunda casa seria maior em glória do que a primeira?
9. Qual outra lição no texto você tira para sua vida?

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O exílio da Babilônia foi a maior tragédia na história de Israel onde o juízo de Deus fez com que a nação fosse completamente destruída com a morte de 90% dos habitantes de Jerusalém. O restante foi levado como prisioneiro pelos Babilônios e este foi sucedido pelo império Persa que após 70 anos fez o povo retornar para sua terra. Em 8 de janeiro de 1956 a morte do jovem missionário americano Jim Elliot e dos seus 4 companheiros à beira do rio Curaray no Equador comoveu o mundo quando a mídia noticiou a tragédia. Um jovem brilhante e apaixonado por Deus não considerava sua vida por demais preciosa. Em seus escritos disse: “Perdoe me por ser tão ordinário enquanto digo que conheço um Deus extraordinário”. Em uma das cartas a seus pais disse:

“Não me surpreende que vocês fossem entristecidos com a notícia da minha ida para a América do Sul. Isso não é nada mais do que aquilo que o Senhor Jesus nos advertiu quando ele disse aos discípulos que deveriam se tornar tão apaixonados com o reino e em segui-lo de tal forma que todas as outras alianças devem se tornar como se nunca tivessem sido feitas. E ele nunca excluiu o laço familiar. Na verdade, esses amores que consideramos como mais íntimo, ele nos disse que deveriam se tornar como ódio, em comparação com os nossos desejos de defender sua causa. Não se entristeçam, então, se os seus filhos parecem abandoná-los, mas, em vez disso, alegrem-se de ver a vontade de Deus realizada com alegria. Lembrem-se como o salmista descreveu os filhos? Ele disse que eles eram como uma herança do Senhor, e que todo homem deveria ficar feliz se tivesse a sua aljava cheia deles. E do que é cheia uma aljava  senão de flechas? E para que servem as flechas se não forem para serem atiradas? Assim, com os braços fortes da oração, puxa-se a corda do arco para trás, lançando as flechas — todas elas, direto nos exércitos do Inimigo.”

Os índios Huaorani eram uma tribo completamente isolada e muito violenta vivendo na região Amazônica do Equador. Logo no primeiro encontro eles mataram os 5 jovens missionários com flechas e lanças deixando 5 viúvas com seus 9 filhos pequenos. Antes de partir ao encontro eles haviam prometido que não iriam se defender atirando contra aqueles que queriam salvar. Embora estivessem armados, nenhum tiro foi disparado.
Com a concessão de retorno o povo se reuniu na época de Esdras e Neemias para reconstruir o muro e o templo. Quando a geração mais antiga viu o segundo templo eles gritaram de alegria e de tristeza ao mesmo tempo porque tinham visto a glória do templo de Salomão (Esdras 3.12-13). Mas a promessa de Deus é que a glória do segundo templo seria ainda maior. Não fisicamente ou com mais ouro e jóias, mas com as nações enchendo a casa do SENHOR. A tragédia que marcou a vida destas famílias poderia ter terminado ali como algo sem sentido e hediondo não fosse a corajosa atitude de Elisabeth e Rachel viúvas de Jim Elliot e Nate Saint que retornaram para a mesma aldeia com seus filhos pequenos para continuar o trabalho. Após anos de tradução da Bíblia e evangelização a tribo foi alcançada. O pastor da tribo Kimo que fora um dos assassinos batizou Steve e Kathy Saint, filhos do piloto Nate. Esta incrível história de perdão e reconciliação aconteceu em nossos dias e foi narrado no livro “Através dos portais do esplendor” escrito por Elisabeth Elliot e retratado no filme “Terra Selvagem”. Deus tornou esta tragédia em glória.

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