Um reino de sacerdotes no novo mundo na vida de John Eliot

Chun Chung
série Meditações missionárias

DIA 12 – Leia: Êxodo 19.3-8

1. Por que Deus não falou diretamente com o povo de uma só vez como num auto-falante?
2. Por que Deus os lembra dos seus feitos?
3. O que é ser peculiar propriedade dentre os povos? Como isso se aplica a você?
4. Qual a condição para sermos propriedade peculiar de Deus?
5. Quais deveriam ser as conseqüências do povo ser um reino de sacerdotes? Como isso se aplica a você?
6. Quais deveriam ser as conseqüências do povo ser uma nação santa? Como isso se aplica a você?
7. Qual outra lição no texto você tira para sua vida?


A maneira de Deus se comunicar e mesmo a evangelização é sempre por meio de pessoas especialmente escolhidas. A figura do representante é central na Bíblia. Adão, Abraão, Moisés, todos eram intermediários. E essa era a função dos sacerdotes que faziam a ligação entre o povo e Deus. Mas se a casta dos levitas e sacerdotes fazia esta função em Israel, de acordo com Êxodo 19.6 cada membro da nação de Israel faria esta intermediação para todas as nações.
Assim como a maneira ordinária das pessoas conhecerem a boa nova de Jesus é através de pessoas pregando para elas, a nação de Israel seria esse povo missionário. Em Dt. 32.8 diz “Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando separava os filhos dos homens uns dos outros, fixou os limites dos povos, segundo o número dos filhos de Israel”. De acordo com esta passagem, cada Israelita fica responsável por alcançar um povo, uma etnia. Na genealogia dos filhos de Noé em Gn. 10 mostra onde se originaram as primeiras nações. A soma do número delas era 70. Em Gn. 46.27 lemos “e os filhos de José, que lhe nasceram no Egito, eram dois. Todas as pessoas da casa de Jacó, que vieram para o Egito, foram setenta”. Setenta descendentes para cada uma das setenta nações existentes naquele tempo. Hoje a realidade é outra e estima-se que existam cerca de 17 mil povos e etnias no mundo e destes, 7 mil nunca ouviram falar. Estatisticamente se cada povo já alcançado pregasse para ½ povo não-alcançado a missão terminaria. Se cada cristão evangelizasse 2 pessoas todo o mundo seria cristão.
Em 1620, quando os primeiros puritanos ingleses imigraram para os EUA fugindo da perseguição religiosa a sua motivação era de ser esta nação santa no novo continente. Eles chamavam a nova terra de “Nova Jerusalém,” que depois foi oficialmente nomeada de Nova Inglaterra. O navio de 1628 da Companhia Massachussetts Bay declarava que seu propósito principal era “ganhar nativos do país para o conhecimento e obediência do único verdadeiro Deus e salvador da humanidade”. O logotipo da nova colônia trazia um índio e as palavras do varão Macedônia na visão Paulo “Passa … e Ajuda-nos” (Atos 16.9).
Em 1631 desembarcava John Eliot aquele que veio a ser conhecido como o apóstolo aos índios. Logo aprendeu a língua Algonquin falava pela maioria na região. O evangelizar consistia em atingi-los no âmago do ser e não apenas na superfície visando mudança dos costumes e atitudes imorais. Com muita destreza respondia a perguntas dos indígenas e conseguia seu respeito. De certa feita um velho índio perguntou se ele não estaria velho demais para ser um cristão. Eliot respondeu com a parábola dos trabalhadores que foram chamados para trabalhar em diferentes horários do dia. Após a conversão de muitos, alguns deles construíram acampamentos separados para viverem melhor a vida cristã longe dos costumes pagãos e estes eram conhecidos como “vilas de oração” (Praying towns). Eliot faleceu com 85 anos depois de deixar um legado importante entre os indígenas e de traduzir a primeira Bíblia no continente americano na língua Algonquin.

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