Avivamento e Missões na vida de John Wesley e George Whitefield

Chun K. Chung
série Meditações missionárias

DIA 23 – Leia: Salmo 22.22-31

1. Qual deveria ser a condição espiritual daquele povo para que fosse necessária pregar para eles?
2. Qual seria a consequência da pregação do salmista?
3. Qual certeza que o salmista tem acerca de Deus?
4. O que acontecerá quando um grande avivamento acontecer de acordo com o verso 27?
5. Qual será o alcance deste avivamento?
6. E sua duração?
7. Qual outra lição no texto você tira para sua vida?


O avivamento que ocorreu na Europa e EUA no século XVIII foi um dos mais duradouros e impactantes da história. Dois homens estavam a frente deste: John Wesley, o fundador do metodismo e George Whitefield, um calvinista anglicano. Como consequência, exerceram um papel importante mobilizando pessoas para missões. Assim como os morávios, eles transpuseram as fronteiras denominacionais e regionais de onde estavam na Inglaterra e foram capazes de mobilizar toda uma geração nos países de fala inglesa para o serviço cristão em diversas áreas e missões. Ambos eram muito bem qualificados, grandes pregadores e bons organizadores que entendiam o Cristianismo não apenas como ministrar às pessoas das comunidades formadas, mas como um grande ajuntamento de pessoas do mundo todo para servir a Deus. Wesley afirmou: “Eu olho para o mundo todo como a minha paróquia” e Whitefield: “O mundo todo agora é minha paróquia”. Os dois se conheceram em Oxford e faziam parte do “clube santo” onde estudantes se reuniam para orar, jejuar, encorajar um a outro em santidade, fazendo visitas em prisões, aos pobres e pregando o evangelho a outros estudantes.
Wesley e Whitefield possuíam um forte impulso missionário. Nenhum dos dois chegou a fundar uma agência missionária, mas o pai de Wesley serviu na Índia como missionário e Wesley teve uma experiência missionária quando voluntariou-se para Savannah no estado da Geórgia (EUA) para pastorear colonos que chegaram na região 3 anos antes. Ali também interessou-se por evangelizar os indígenas. Este período foi crucial para o início do Metodismo, pois os colonos consideravam os ingleses imperialistas dominadores e a igreja Anglicana um braço desta opressão. Wesley estava disposto a criar uma nova denominação se isso fosse um facilitador para o propagação do evangelho. Já Whitefield não fundou uma denominação, mas fez um trabalho inter-denominacional pregando em igrejas anglicanas, presbiterianas e congregacionais na Inglaterra e EUA criando uma cultura evangélica diferente da existente, mais bíblica, avivada e evangelística.
Estes homens foram impactantes não porque eram inovadores e apenas traziam um ar fresco a um Cristianismo nominal e decadente, mas porque entenderam que a volta para os princípios bíblicos básicos era mais importante do que insistir no modelo e prática de igreja existentes. Whitefield literalmente saiu para as ruas pregar ao ar livre em praças e locais públicos porque havia sido proibido de pregar nas igrejas Anglicanas. Quando o pregador vesgo, como era apelidado, chegava num local, o comércio fechava as portas, os bêbados e marginais da cidade iam ouvi-lo. Uma multidão de novos convertidos surgia ali mesmo. Juntamente com um rico homem chamado Huntington, fundou e construiu locais de culto chamados de “tabernáculos” em diversos lugares em parceira com calvinistas galeses. Ambos homens também lutaram contra o comércio de escravos denunciando esta prática desumana e cruel. O foco deles foi na renovação espiritual de Europeus e Americanos em sua condição moral, social e espiritual.
Os esforços missionários de Wesley estão resumidos bem no seu sermão, “A propagação generalizada do evangelho” onde ele compartilha a visão da propagação ilimitada do evangelho a todo mundo começando do seu pequeno grupo de Oxford. Ele formulou uma lista de prioridades onde separou nações de acordo com a distância e conhecimento Deus. Os mais difíceis eram os povos pagãos do Pacífico, África, China e Índia sendo os mulçumanos os últimos nesta ordem. Os que ainda precisavam ser regenerados eram os cristãos da igreja Ortodoxa e Romana na Europa com uma mudança de dentro para fora.
Um grande entusiasta para missões, até mais que Wesley, era o jovem ministro Metodista Thomas Coke que tentou fundar uma agência missionária entre os pagãos e precisava de 24 patrocinadores para, em princípio, estabelecer uma base na Guiné Inglesa e Francesa na América do Sul. Ninguém compareceu à reunião marcada e eles entenderam que o momento histórico não era favorável. Outras portas mais próximas se abriram na Escócia, ilhas do Canal, nas terras recém descobertas e na Índia. Thomas e seus colegas missionários trabalharam nos EUA, Jamaica, ilhas caribenhas e outros locais deste lado do Atlântico.

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