O Deus que o islamismo não conhece

Osni Ferreira

Quando lemos o Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos) e observamos a prática da religião Islâmica, encontramos um “deus” diferente do Deus das Escrituras Sagradas. Na língua árabe, tanto o “deus” do Islamismo, como o “Deus” do Cristianismo são chamados pelo mesmo nome ,“Allah”, mas eles se diferem um do outro na concepção que os muçulmanos têm de Deus e na concepção que o cristianismo tem de Deus. No ponto de vista Islâmico, Deus é um deus distante, impessoal, severo juiz e que está a todo o tempo observando os erros dos homens. Um deus incompreensível, exigente, duro e que se apraz apenas dos rituais e práticas que estão relatadas no Alcorão. Para os muçulmanos, cada detalhe do Alcorão deve ser observado de forma muito específica, senão “deus” não aceita. Eles cumprem os rituais de forma precisa e gostam de mostrar as pessoas que estão procedendo de forma correta, porque isto resulta um certo “status”. A fé islâmica é algo pesado, difícil e que exige muito sacrifício e tempo para conseguir praticar as centenas de rituais e exigências descritas no Alcorão. Sendo assim, o que resulta são pessoas frustradas, desanimadas e desiludidas. Pessoas que estão o tempo todo tentando agradar a Deus, mas que não conseguem. Como consequência, deus está sempre zangado com eles.

Por outro lado, quando lemos a Palavra de Deus, encontramos o DEUS que o Islamismo não conhece. O Deus que encontramos nas páginas das Escrituras é o Deus pessoal, próximo, amigo, companheiro. O Deus que possui o amor incondicional, que levou a entregar seu único filho Jesus para morrer pelos nossos pecados. O Deus que anda ao nosso lado e que se preocupa com os mínimos detalhes da nossa vida, até mesmo com aquilo que comemos ou vestimos. Esse é o Deus verdadeiro. O Deus com quem podemos conversar, podemos apresentar nossos problemas, compartilhar as nossas ansiedades. O Deus que não está preocupado com sacrifícios ou rituais, que são vazios e sem sentido. Contudo, o Deus que está à procura de corações quebrantados e totalmente entregues diante Dele. Esse é o nosso Deus, esse é o Deus que o cristianismo prega e vive, e esse é o Deus que o Islamismo precisa conhecer.

Agora fica uma pergunta: como podemos apresentar este Deus verdadeiro aos muçulmanos de forma eficaz? Esta, com certeza, é uma pergunta complexa e difícil de ser respondida, porém eu quero ousar colocar algumas coisas que ao meu ponto de vista nos ajudaria a apresentar as boas novas de salvação aos muçulmanos. Primeiro, creio que devemos mostrar a eles que Deus os ama. O Islamismo não tem a mínima concepção de Deus como um Deus de amor. Para eles, juízo e amor são incompatíveis, duas coisas muito longe uma da outra. Na visão, deles é impossível Deus ser juiz e ao mesmo tempo amor. A tarefa daqueles que estão perto dos muçulmanos é mostrar que Deus os ama. Como podemos fazer isto? Esta é à parte difícil. Devemos amá-los como eles são para podermos mostrar um pouco do amor de Deus, e assim darmos condições a eles de entender o amor de Deus. Principalmente, nos últimos dias os muçulmanos têm sido odiados como nunca, porém desta forma jamais vamos conseguir alcançá-los, uma vez que eles estão carentes e sedentos da água viva, o qual a religião deles não pode conceder. Segundo, devemos apresentar nas Escrituras que Deus é um Deus pessoal e amoroso. Como? A religião Islâmica não aceita toda a Bíblia como Palavra de Deus, porém eles creem no Pentateuco, nos Profetas, nos Salmos e, por incrível que pareça, nos Evangelhos. Eles acreditam que Jesus veio a este mundo como profeta, mas não aceitam Jesus como Filho de Deus, sem pecado. Jesus para eles é um profeta anterior a Maomé, porém não com tanta autoridade como Maomé. Contudo, este assunto é para uma outra oportunidade. Quero me deter nos livros das Escrituras que eles aceitam e através deles apresentar o Deus verdadeiro, o Deus de um amor incondicional e que quer ter um relacionamento pessoal com os homens, mesmo eles sendo indignos e pecadores. Por exemplo, vejamos alguns textos das Escrituras que são plenamente aceitos pela religião Islâmica, as quais podemos apresentar a eles: Deuteronômio 7.9, Lucas 1.50 (Deus misericordioso), Salmo 5.12 (Deus abençoador), Salmo 67.19, 20 (Deus que nos ouve), entre outros. Contudo, tudo isto deve ser apresentado de maneira branda e amorosa porque devemos a todo o tempo mostrar Jesus em nós, o que é muito mais importante do que gerarmos discussões que não vão chegar a lugar algum.
Se você é cristão, então você conhece o Deus verdadeiro. O maior problema dos cristãos que querem alcançar os muçulmanos é o desejo de querer provar para eles que o Cristianismo é a religião correta, sem um espírito de mansidão, humildade e amor. Se você deseja ver muitos muçulmanos aos pés de Jesus, comece a orar para Deus nos dar um amor profundo por eles. Ore por aqueles que estão perto dos muçulmanos pregando a Palavra, para que eles tenham paciência e muito amor para compartilhar as boas novas a eles. Ore para que as Igrejas sejam despertadas não somente para orar por vidas não alcançadas, mas principalmente para amarmos como pessoas que carecem da Graça de Deus.
Os muçulmanos não são animais, não são criminosos, não. Eles são seres humanos, com sentimentos, com emoções e foi também por eles que Jesus morreu na cruz do Calvário. Eles estão necessitando de pessoas que parem de falar sobre Jesus, mas que mostrem em suas vidas a vida de Jesus. Eles estão carentes de algo novo que venham libertá-los de rituais vazios do islamismo. Nós temos a mensagem de vida, vamos assim apresentar aos muçulmanos o Deus verdadeiro, esse Deus que eles não conhecem, assim como os atenienses não conheciam. Que Deus nos ajude a sermos testemunhas vivas Dele neste mundo.

One thought on “O Deus que o islamismo não conhece

  1. Excelente palavra! Creio que esta mensagem não se aplique apenas aos mulçumanos, pois hoje, podemos observar muitas pessoas com esta visão de Deus, e nós como cristãos devemos mudar esta realidade. Que o amor de Jesus possa ser refletido em nós!

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