Pessoas no barco

Testemunho de Jonas, de 30 dias de oração pelo mundo muçulmano

Quando eu fugi da Eritreia em busca de asilo político, nem pensei em pedir ajuda de Deus. Ao invés disso, confiei em minha própria sorte. Na parte mais perigosa da viagem – uma viagem interminável num caminhão através do Saara – fiz amizade com Said, um jovem muçulmano. Encorajávamo-nos um ao outro o melhor que podíamos e um aconselhava o outro sobre como chegar à Europa… à nossa frente havia um pequeno barco com capacidade para 40 pessoas balançando nas ondas.
Das mais de 500 pessoas na praia, muitos já haviam entregado o dinheiro para essa próxima fase. Todos lutavam por um lugar no barco. Era assustador, uma questão de vida ou morte. De repente, eles chamaram por nossos nomes. Foi um momento acalentador.
Eu nem quero me lembrar daquelas primeiras horas esmagado entre mais de 300 refugiados em mar aberto. Quando vimos a costa italiana no horizonte depois de dois dias, todos gritamos de alívio. Mas naquela noite veio uma tempestade horrível. Ondas de 7-8 metros nos jogavam de um lado para outro. Nós sentimos que foi erro do capitão, então cada um orou para seu Deus, assim como a história na Bíblia de onde vem meu nome.
Então um milagre aconteceu!
Apesar da tempestade, na pior hora, um avião voou sobre nós. Eles notificaram a Guarda Costeira imediatamente. Se o resgate tivesse chegado duas horas depois, eles estariam apenas buscando corpos na água.
Aquele foi meu primeiro encontro real e pessoal com Deus. Agora eu vivo na Suíça e recebi a Jesus como meu Salvador e Senhor. Frequentemente eu penso nessa viagem maluca. Onde se encontra meu amigo Said hoje, eu não sei. Mas eu oro frequentemente por ele e por todos os muçulmanos pelo mundo.

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