As consequências do martírio na vida de Robert J. Thomas

Chun Chung
série Meditações missionárias

DIA 3 – Leia: Atos 6-7

1. O que aconteceu para que os diáconos fossem eleitos? Servir as mesas era a única função deles?
2. Por que Estevão e não outro líder foi preso? Como você se comportaria se estivesse só naquela cova de leões?
3. Quais são os momentos históricos de Israel mencionados por Estevão em seu discurso? Por que ele selecionou estes eventos para sua defesa?
4. Estevão fez alguma defesa pessoal? Pregou o evangelho?
5. Qual o contraste de comportamento entre os acusadores e Estevão?
6. Qual o tom geral do texto que descreve o martírio de Estevão?
7. Por que Saulo é mencionado aqui?
8. Quais foram as palavras de Estevão enquanto era apedrejado?
9. O que a morte de Estevão trouxe de bom para a igreja?
10. Qual outra lição no texto você tira para sua vida?


O serviço cristão é um privilégio e torna-se algo mais precioso para quem serve quando o desafio e a dificuldade é maior. Foi este o caso do missionário galês Robert J. Thomas que ouviu falar do “reino ermitão da Coréia” enquanto estava na China e se sentiu chamado para pregar o evangelho àquelas almas que não poderiam ter a possibilidade de ouvir as boas novas se alguém não fosse até lá.
Serviço social ou pregação? Muitas vezes a função de diácono se confunde com apenas servir as mesas e cuidar da parte social enquanto em Atos vemos eles também pregando a palavra com intrepidez. Essa era a discussão que surgira entre Thomas e o diretor da escola Sino-Inglesa em Shangai William Muirhead, que trabalhavam juntos mas não conseguiam chegar a um acordo sobre o que deveriam fazer. William queria que Thomas assumisse a direção da escola mas na condição que ele não proferisse uma palavra sobre Cristianismo. Com isso Thomas deixou a Sociedade Missionária de Londres.
Deus cuida e direciona os seus. Deus esteve em cada momento da história com o povo de Israel e sempre os conduziu de acordo com os seus planos. Deus também iria direcionar a vida de Thomas de uma maneira soberana. Sua esposa veio a falecer em meio a complicações quando teve um aborto. Abalado e desencorajado mudou-se para a cidade de Cheefoo e foi trabalhar como fiscal do governo britânico. Quando tudo parecia perdido e sem perspectivas, Deus usou da sua providencia para que seu coração missionário se reavivasse. Ainda naquele cidade na China encontrou-se com dois Coreanos católicos que nunca haviam tido a oportunidade de lerem uma Bíblia. Vislumbrando a possibilidade de uma nação inteira sem o evangelho e sem Bíblias, Thomas decidiu visitar este país.
A Coréia era um desafio missionário na época pois havia se fechado completamente para toda influência externa e tratava com muita hostilidade qualquer ocidental com medo do que havia acontecido na China com a invasão Britânica. Na época as agências missionárias proibiram a atuação de qualquer missionário naquele país pois era considerada de alto risco. Em sua primeira visita disfarçou-se com roupas locais e não chamou muita atenção sendo capaz de distribuir Bíblias e pregar.
Em 1866 Thomas ouviu que um navio mercante americano iria para a capital da Coréia e ele resolveu embarcar levando consigo caixas de Bíblias. Ao se aproximar do porto o navio foi atacado e ateado fogo. Thomas conseguiu nadar até a margem e levou consigo algumas Bíblias. Antes de ser morto começou a distribuir as Bíblias desesperadamente. Assim como o martírio de Estevão deu início a um grande movimento de crescimento de igreja no primeiro século o martírio de Robert J. Thomas foi o início do evangelho na Coréia. Uma das Bíblias que ele conseguiu entregar foi parar nas mãos de Choe Chi que na época tinha 12 anos e ele mais tarde se tornou presbítero. O soldado Park, executor de Thomas também leu a Bíblia e ele e sua família se converteram. O governador que ordenara o ataque usou as páginas da Bíblia como papel de parede em sua casa. Ao ler aqueles escritos, converteu-se e a primeira igreja do país nasceu em sua casa.
Anos mais tarde uma capela havia sido construída no local do martírio, mas foi logo destruída pelos comunistas. Hoje neste local na Coréia do Norte funciona uma universidade  de tecnologia construída com fundos de muitos cristãos da Coréia do Sul.

Deixe uma resposta