Fidelidade e amor pelos muçulmanos na vida de Samuel Zwemer

Chun Chung
série Meditações missionárias

DIA 19 – Leia: Mateus 24.1-31

1. Por que os falsos Cristos aparecerão com tanta frequência no fim dos tempos?
2. Por que os cristãos serão atribulados e mortos? O que eles fizeram para serem para serem mortos?
3. Qual é uma das características cristãs mais importantes que ficará difícil de encontrar nos últimos tempos?
4. O que irá acontecer às nações para que o fim chegue?
5. Que tipo de tragédia está reservada quando o anticristo aparecer? O que acontecerá aos eleitos?6. No verso 30 porque os povos lamentarão? Esse choro é de tristeza ou alegria?
6. No verso 31 o tom é otimista ou pessimista?
7. Qual outra lição no texto você tira para sua vida?


O grande desafio que temos na nossa geração é de alcançar os muçulmanos. Eles são os principais perseguidores de cristãos no mundo hoje e a tendência é deste conflito se agravar a cada dia. Muitos cristãos serão mortos e mais mártires surgirão. Diante disso é muito fácil apontarmos o dedo e alimentarmos o ódio. Mas tudo isso foi previsto por Jesus que disse que o amor de muitos iria se esfriar nos últimos dias. Samuel Zwemer foi um missionário que trabalhou 38 anos entre os muçulmanos. Desde cedo foi consagrado por sua mãe para ser missionário e depois de estudar medicina e teologia decidiu partir a um campo completamente novo, o lugar mais difícil que conseguiram encontrar: a Arábia, o coração do Islam.
O esfriamento do amor pelos mulçumanos já era uma realidade em 1892 quando Samuel procurou diversas agências missionárias na época e nenhuma delas quis enviá-lo pois consideravam tolice evangelizar aquelas pessoas tão fanáticas. Samuel não se desanimou. Ele e seus amigos James Cantine e Philip Phelps fundaram então uma missão, a “Arab Missions” e foram pelas igrejas levantar recursos. Eles entenderam que a distribuição de Bíblias era a melhor estratégia e passaram a viajar por diversos lugares deixando a Palavra. Era meticuloso em suas pregações e para não ofender os mulçumanos sempre trazia uma citação ou outra do Alcorão para poder construir pontes.
O trabalho no campo não era nada fácil. Quase foi preso por ter sido confundido com um inglês, pois na época a Inglaterra havia invadido e ocupado a Turquia, não fosse seu guia beduíno que jurou por três vezes que Zwemer era um viajante americano. A dificuldade de se pregar a um muçulmano está também no momento após a conversão porque a punição para os que abandonam o Islamismo é a morte. Por vezes Zwemer se encontrava na encruzilhada de ver com alegria uma conversão, mas preocupando-se com o que aconteceria depois. Enquanto no campo, foi acometido por diversas tragédias. Logo no início do ministério um dos companheiros de Samuel morreu repentinamente com suspeita de envenenamento, o seu irmão mais novo também faleceu nos EUA 6 anos depois de partirem para o campo e duas de suas filhas morreram de disenteria. Samuel e sua esposa Amy escreveram no tumulo delas: “Digno é o Cordeiro de receber riquezas”.
Samuel Zwemer queria ver o choro dos povos de alegria ao serem salvos por Jesus no grandioso dia. Ele sabia que esta tarefa era grandiosa demais para conseguir completá-la sozinho e então se dedicou a participar de movimentos estudantis para despertar vocações. Tornou-se muito requisitado para falar em conferências e encontros missionários. Numa delas disse: “Todos os grandes missionários pioneiros tinham a saudade de casa invertida por uma paixão de chamar aquele país mais necessitado do evangelho de seu lar. Por esta paixão todas as suas paixões morreram; ante esta visão todas as outras desapareceram; este chamado afogou todas as outras vozes. Eles foram pioneiros do Reino, os desbravadores de Deus, desejosos de cruzar fronteiras, descobrir novas terras e ganhar novos impérios”. Samuel também foi professor de seminário, escreveu pelo menos um livro todo ano e foi editor da revista “The Moslem World” por 37 anos. Apesar de ter trabalhado no campo por 38 anos conseguiu apenas 12 convertidos. Perguntado se seu ministério teria sido um fracasso respondeu: “A finalidade última da missão não é a salvação do homem, mas a glória de Deus”.

Deixe uma resposta