A simplicidade do evangelho na vida dos Valdenses

Chun Chung
série Meditações missionárias

DIA 18 – Leia: 1 Pedro 2.1-12

1. O que precisa acontecer antes de buscarmos as coisas de Deus? 
2. Você entende que a metáfora do leite se aplica à sua vida espiritual?
3. Por que o texto menciona a rejeição de Jesus? Como isso se aplica a mim?
4. Como o templo é comparado a nós hoje?
5. O que os profetas previram acerca de Jesus?
6. Qual a consequência para nós uma vez que Cristo se tornou a pedra angular da igreja?
7. Sacerdócio real e nação santa se aplica somente à pastores e missionários?
8. Qual a finalidade de tudo isso segundo verso 9?
9. Como devemos testemunhar de acordo com os versos 11-12?
10.  Qual outra lição no texto você tira para sua vida?


O movimento missionário dos Valdenses que apareceu no século XII injetou uma brisa de ar fresco no Cristianismo decadente da Europa numa época de grandes mudanças. O continente todo passava do feudalismo para o mercantilismo e as antigas estruturas sociais e muitos aspectos da cultura ganhavam um novo dinamismo. Nestes tempos o Espírito Santo lidera a igreja a assumir novas formas mais relevantes e vibrantes à sua igreja. Era necessário o despojar-se de toda maldade, dolo, hipocrisia, invejas e maledicências da condição em que se encontrava o povo na Europa.
O líder deste movimento foi Pierre Vaudes (ou apenas Valdo) que nasceu na França em 1140 e era um mercador de roupas que enriquecera nesta época. Ele pagou para ter o Novo Testamento traduzido em francês, pois o Latim era a língua da igreja, e seguiu o caminho do monasticismo baseado no texto: “vai vende tudo o que tem e dá aos pobres e segue-me”. Desfez-se de tudo, deu o suficiente para sua esposa e filhas e seguiu pregando.
Multidões juntaram-se a ele porque não haviam muitos pregadores naqueles dias. Eles tinham sede espiritual como os bebês anelavam pelo leite. Os que foram convertidos iam sendo enviados de dois em dois para pregar a fé bíblica na sua simplicidade. As autoridades eclesiásticas não deram permissão para Vaudes pregar, por ele não ser um sacerdote, mas ele e seus seguidores continuaram mesmo assim. Tornaram-se como pedras rejeitadas por não serem padres ou oficiais da igreja. Eles levaram até as últimas consequências o serem sacerdócio real e nação santa.
Mesmo depois de serem considerados hereges, espalharam a palavra pelo sul da França, Itália e Europa central. Eram como peregrinos e forasteiros que iam pregando e mantendo seu procedimento exemplar entre os gentios que não conheciam o evangelho. Os Valdenses buscaram levar e viver a Palavra da maneira mais literal possível, especialmente o Sermão do Monte. Eles memorizavam grandes porções da Bíblia e levavam a mensagem na língua vernácula do povo, ao contrário da igreja romana com suas estruturas rígidas, incoerência na pregação com a vida e seus excessos. Ante a isso, centenas de milhares responderam a essa pregação simples do evangelho com um retorno às duas formas de sacramentos, ceia e batismo, com uma força leiga de pregadores disfarçados de comerciantes. Pela sua fé que contradizia a ordem vigente na igreja romana, foram perseguidos e mortos e o movimento quase desapareceu por completo. Assim como Cristo, foram rejeitados e mortos.
Séculos mais tarde, Etiene La Forge, um Valdense mercador de roupas em Paris muito piedoso continuou a viver seu cristianismo genuíno como um sacerdote real, cuidando dos pobres e acolhendo estudantes em sua casa. Um destes jovens, que não estava no início muito interessado em religião, foi estudar direito em Paris e passou nove meses na casa de La Forge. Com a perseguição, La Forge foi queimado na estaca tornando-se um dos primeiros mártires na França. Alguns meses depois este jovem veio a professar a fé e declarou-se evangélico protestante. Seu nome era João Calvino.

Deixe uma resposta