Conquistando almas para o Cordeiro na vida de Zinzendorf e os Morávios

Chun Chung
série Meditações missionárias

DIA 9 – Leia: Daniel 7:9-14

1. Quem é o ancião de dias que Daniel viu em sua visão?
2. Em que outro livro do Novo Testamento aparece essa visão?
3. Quem é o animal que foi morto?
4. O que foi tirado dos outros animais como consequência da morte do outro animal?
5. Qual a extensão do reino do Filho do Homem?
6. Se as nações já foram dadas ao Filho, o que falta para que se voltem e sirvam o rei dos reis?
7. De quem O Filho do Homem tomou as nações?
8. Qual outra lição no texto você tira para sua vida?


Na visão de Daniel, a morte de Cristo resultou na conquista de muitos eleitos de todas as tribos, povos, raças e nações. Baseados nessa verdade, os Morávios, sob a liderança do Conde Nicolaus Ludwig Von Zinzendorf, formaram a primeira e uma das mais extraordinárias forças missionárias protestantes da história sob o lema: “O cordeiro venceu, vamos segui-lo”.
Zinzendorf nasceu em uma família nobre e muito consagrada. Seu pai era amigo pessoal de Phillip Spener, líder do movimento pietista alemão e sua avó que o criou lia a Bíblia nas línguas originais. Na Universidade de Halle manteve sua paixão por Deus acesa e fundou a missão estudantil Grão de mostarda. Em 1722 recebeu em sua propriedade a visita de um grupo de refugiados descendentes do pré reformador John Huss da região de Morávia onde hoje é a Republica Tcheca e daí o nome. O grupo se instalou ali juntamente com outros crentes de tradições Luterana, Calvinista e até Católicos. Este grupo sofreu muito para alcançar a unidade. A solução encontrada por Zinzendorf foi apontar entre eles líderes leigos no serviço cristão, visitação, cuidados dos mais desfavorecidos.
As visões de Daniel foram dadas a ele enquanto dedicava-se às orações. O grupo dos Morávios encontravam-se diariamente em vigílias de oração até que no dia 13 de Agosto de 1727 uma poderosa visitação do Espírito sobreveio àquele lugar iniciando-se o Pentecoste Morávio. Não houve nenhuma manifestação exterior aparente naquela noite. Zinzendorf orou confessando os pecados, a santa ceia foi celebrada, mas havia um profundo senso da presença e poder de Deus no meio deles. A partir de então começou uma vigília de oração que durou 100 anos ininterruptamente onde 2 pessoas oravam a cada hora e assim a visão missionária foi desenvolvida.
A força leiga dos Morávios foi algo revolucionário para a época que dependia muito do clero, mas isso nada mais era do que o modelo apostólico no entendimento deles. O movimento missionário que nasceu ali era um verdadeiro exército que ia conquistando os territórios e as almas que antes pertenciam a Satanás. Em grupos, famílias e jovens solteiros instalavam-se em locais sem o evangelho seja na própria Europa ou nos confins da terra. Pais e filhos só se viam nas horas das refeições porque estavam em sua rígida disciplina de oração e leitura bíblica ou evangelizando.
Eles entendiam que a extensão do reino do Cordeiro era todo o mundo e não somente a Europa. Então eles foram para todos os cantos: África do Sul, Suriname, Guiana, Egito, entre indígenas norte americanos, Alasca, Índia e outros 22 países. O caso mais extremo foi a de 2 jovens Morávios que quiseram se vender como escravos e ministrar entre os escravos nas plantações de colonos Holandeses no continente Africano. Isso não foi necessário pois eles foram presos e passaram a ministrar entre os escravos que estavam também presos.
O que Daniel e os judeus poderiam fazer sozinhos na Babilônia como escravos? Eles simplesmente influenciaram o maior império do mundo, fecharam a boca de leões e sobreviveram a fornalha ardente. Os Morávios não passaram de algumas centenas de membros, mas foram essa importante iniciativa missionária na história. A cada 13 membros, um missionário era levantado. Eram empresários, comerciantes que levantavam seu próprio sustento. O legado que deixaram foi o despertamento posterior de William Carey e John Wesley para missões que falaram do exemplo deles e uma legião de muitos convertidos. O seu legado não foi ainda maior e duradouro porque não focaram na plantação de igrejas, mas apenas na conversão pessoal.

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